Tudo começou numa sexta-feira a noite (16 de novembro de 2001). Estava em casa teclando no bate-papo do uol, sala de lésbicas e afins, quando comecei a teclar com “Marina-Bi”. Já estava conversando com outras amigas, lamentando os foras já levados. Estava muito só e decepcionada por não ter conhecido ninguém que quisesse assumir um relacionamento sério. Nesse intervalo o papo com a “Marina” esquentava, ela procurava uma mulher bi, que quisesse viver só uma aventura. No começo fiquei meio receosa de dar continuidade, pois não queria me machucar mais com aventuras, mas ao mesmo tempo queria conhecê-la porque ela tinha um papo muito atraente e combinava comigo. Deixei rolar...
Ficamos teclando várias horas, queria ligá-la, mas como uma amiga dela estava lá, deixamos tudo para o outro dia. Para apimentar ainda mais a curiosidade, resolvemos trocar nossas fotos. Fiz um pouco de suspense, só mandei a minha foto depois que recebi a dela. Quando abri a foto dela, ela não estava só, pensei: “como tenho sorte, ela deve ser a mais feia”. Ela me mandou outra foto, a dúvida permaneceu. Até que perguntei quem era ela nas fotos. Quando ela me disse que era a que eu tinha gostado, eu quase não acreditei. Fiquei ainda mais excitada para conhecê-la.
O dia já estava por chegar quando decidimos desligar, mas é claro que já tínhamos feito sexo virtual. Fui dormir pensando no que poderia vir a acontecer. Como já tinha levados outros foras, manerei na expectativa. Fui dormir por volta das 5 horas e às 10 horas já estava acordada. O meu sábado permanecia na mesma monotonia de sempre até o telefone tocar. Quando eu vi que era a Karina, este é o nome da “Marina-bi”, meu coração faltou saltar do peito. Mantive a calma e combinamos de nos conhecer: ela viria me pegar na minha casa e iríamos até o apartamento dela. Assim que desliguei fui tomar “aquele” banho, queria que aquela noite fosse muito especial. Ela chegou na hora marcada. Então, fomos para o apartamento dela. Lá começamos a conversar. Falei muito e sobre tudo, principalmente do meu ex-relacionamento. Ela impaciente com tanta conversa, tirou a saia, alegando calor. Fiquei na minha. Ofereceu-me vinho e nada. Até que quando ela já estava desistindo, pedi-lhe para buscar água para mim.
Quando ela voltou, ficou surpresa porque eu tinha tirado a minha calça. Tentou disfarçar, mas não conseguiu. Seus olhos brilhavam de tanto tesão. Continuamos a conversar, sendo que comecei a passar a minha mão no braço dela. Foi quando ela perguntou se eu queria uma massagem. Topei sem hesitar. Então, ela disse que eu tinha de tirar a blusa. Fiz um charme e tirei. A massagem estava bem gostosa. Quando virei para falar com ela, ela me deu um beijo e tudo veio à tona. Começamos a nos beijar, a nos tocar. Foi quando fomos para o outro quarto. Colocamos dois colchões no chão e começamos a nos amar. Transamos por mais de 8 horas. Só paramos para tomar banho e beber água. Estávamos insaciáveis. Nunca tinha transado tanto... Às 6 da manhã, liguei para minha casa avisando que só voltaria mais tarde. Sendo que não conseguíamos nos separar.
Chegou a noite e eu liguei avisando que dormiria fora novamente. Foi outra noite maravilhosa. Para apimentar ainda mais, usamos até leite condensado. Mas apesar de toda a emoção, o medo ainda era muito forte por ser tudo novo. Convenci-a a deixar rolar. Fiquei mais um dia com ela, só voltei para casa à noite porque já estavam me pressionando. No dia seguinte fui novamente para lá. Foi quando começamos a nos dar conta do que realmente estava acontecendo. Estávamos muito envolvidas, mas com muito medo por causa das nossas famílias. Depois de muita conversa, decidimos assumir o que estava acontecendo e “oficializamos” o nosso namoro.
Desde então não nos separamos mais. Cada dia que passa nos conhecemos mais e o amor só tem aumentado. Ela é a melhor coisa que aconteceu na minha vida, e eu espero ficar com ela para sempre. Hoje já temos 4 meses de namoro. Vencemos vários obstáculos e estamos cada vez mais forte para vencermos os que vêm pela frente. No momento, estamos tendo de suportar a distância física, já que ela está voltando para sua cidade natal. A barra está sendo difícil, mas eu estou conformada porque eu sei que tudo isso é passageiro.
Estamos batalhando muito para podermos ficar juntas. E vamos ficar!!!!!!