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Última actualização em 6 de Janeiro de 2009
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Contos Adultos: Lolita



Data de Entrada Leituras Tags Votação
2008-09-26 06:01:48 1398 vezes morte
Sexo
Hotel
Calcinha
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Lolita

Ele era um sujeito esquisito. Sorumbático. Andava com a cabeça baixa, triste, olhando os pés. Depois de muitos anos casado já não havia mais desejo naquele corpo carcomido. Com 54 anos, Ivan parecia ter 65. Era casado com Irina, tinha duas filhas já crescidas, e há 5 anos dormia em quarto separado da esposa. Irina foi uma linda mulher. Hoje é um espectro, um fantasma. Pesa apenas 45 kg, pouco para sua altura, 165cm, em razão de grave enfermidade. Ivan, embora castigado pelo tempo e pela profissão de engenheiro chefe de uma grande construtora, era um homem atraente: corpo esbelto, 180cm de altura, cabelos brancos, em grande quantidade, e profundos olhos azuis, tão profundos quanto o mar. Estava cansado do trabalho, da rotina e da mulher. Decidiu tirar umas férias, e durante uma semana ficaria em um hotel no litoral sul, na praia de Torres. Estava caminhando na manhã do terceiro dia, pela calçada da avenida beira-mar, com sua calma e sobriedade que lhe eram peculiares, quando seus ohos, num momento que se levantaram para olhar o mar, cruzaram com os olhos verdes de uma linda jovem, de cerca de 20 anos, corpo escultural, lindos cabelos castanhos claros, lábios carnudos, vermelhos, sensuais, ardentes de desejo. Ela sorriu para ele. Ele sorriu para ela. Ela disse "olá", e ele disse "oi". Ela fitou-o, como se esperando que ele desse seqüência aquele diálogo monossilábico. Ele tentou pensar em dizer algo, mas estava fascinado. Parecia que o desejo havia tomado todo o seu ser, que Baco havia-o entorpecido e que ele sentia-se como embriagado. Se olharam... Continuavam se olhando, e os dois pares de olhos cada vez mais faiscantes. - Tá quente hoje, né! Me chamo Lolita. E você? - Ah, eu, é... Ivan... - Vamos tomar um suco? - Claro. Será um prazer. Ivan andava ao lado de Lolita, em direção a um quiosque, e imaginava o que teria feito para merecer tão magnifico prêmio (ele considerava isso um prêmio, praticamente uma loteria... aquela garota era uma mega-sena acumulada). Lolita pensava no que faria com ele... era sua tara: um homem alto, belo porte, grisalho, olhos lindos, coroa, com jeitão de "tio". Mas ELA acordou disposta a fazer um tio feliz. - Dois sucos, por favor. Você quer de que, Lolita? - Quero de laranja com abacaxi. - Então dois, por favor, laranja com abacaxi. Sentaram na areia da praia, contemplando a beleza da manhã, do mar. - Tá aqui, ó. É 4 "reaus" os dois - disse o quiosqueiro. - Fica com o troco - disse Ivan, estendendo uma nota de cinco. Ivan observava Lolita tomando o suco. Ela era simplesmente voluptuosa, pecaminosa, tentadora. O canudo entre seus lábios era a visão do paraíso. O copo dele estava bem cheio, e distraído, derramou sobre o peito, já sem camisa. - Deixa que eu limpo, disse Lolita, passando a língua no peito de Ivan, lambendo o suco. Ivan tomou coragem. Não poderia perder aquela chance: - Posso derramar por todo o corpo, só pra ver você me lamber todo... - Eu aceito, mas você também vai me lamber TODA. E depois vai fazer amor comigo, e me chamar de sobrinha. E tem que ser agora, já! Ivan quase desmaiou. Sairam dali e foram direto para o hotel que Ivan se hospedara. Foram para o quarto, arrancaram as roupas um do outro, sentiram o fogo do desejo corromper-lhes as entranhas. Lolita estava diante dele, nua, bela, escultural. Foi para a cama. Ficou de quatro, com as pernas abertas, mostrando a beleza sem comparação que se escondia entre elas. - Vem titio, vem comer tua sobrinha safada. To molhadinha, pronta pra receber todo você dentro de mim... Ouviu os gemidos de Ivan, e imaginava que ele estava quase gozando. Esperava agarrada ao travesseiro, olhos fechados, esperando ser penetrada.... e esperou mais... e Ivan gemia... E Ivan parou de gemer. - O tiozinho não se "güentou" e deve ter gozado - pensou Lolita. Levantou a cabeça do travesseiro e viu Ivan no chão, morto, enfartado. Vestiu-se e saiu a francesa. Chorou, arrependida por ser causadora, embora sem intenção, da morte de um homem. A família foi comunicada. O legista disse que a morte foi por enfarto fulminante. Rápida. Sem sofrimento. Mas não disse para Irina que ele morreu feliz, com o pênis ereto e um minúsculo biquíni na mão

 

 

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